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Decrépitos 67 – Destrinchando a Bruxa

Ou "Não fale com o bode!!"

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episodio-67

Bom dia, boa tarde, boa fogueira, Brasil! No ar mais um esperado episódio sobre CINEMOVIES do podcast mais ouvido nas colônias da Nova Inglaterra em 1630.

Hoje Daniel BayerJoão Carvalho e Rafael Mordente vão passar à limpo o controverso “A BRUXA”.

Você vai aprender que não é uma boa idéia morar na beira de uma floresta macra… mraca… MACABRA!! Vai entender um pouco sobre os puritanos no século XVII e NÃO FALE COM O BODE!!!

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Duração: 1 hora e 10 rituais.


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  • fscoparo

    Que análise foda do João. Muito bom esse episódio.

  • Tbm quero muito ajudar e não uso cartão de crédito.

  • Gosto mesmo é do Batema

    QUERIA VER ESSE FILME, MAS A IGREJA NAO ME PERMITE

  • Willi Wonka

    Caraio, eu amei esse filme! Tô pensando em virar bruxo se pá…

  • Só eu achei a cantoria das bruxas no fim do filme algo maravilhosamente bonito? Fiquei emocionado. Porém achei o enredo do filme sob a perspectiva das pessoas que caçavam as bruxas, preferia algo do ponto de vista das bruxas, mas aí não teria graça e muito menos seria assustador.

  • Marcelo De Souza Pena

    Que loko um bixo de verde que ouve Decrépitos, achei que todo o retardo da UFABC ficaria restrito a mim eternamente! E também tem preguiça de explicar o que é BC&T, é nóis.

    Todos os atores e atrizes fizeram um trabalho primoroso, é injusto achar o clima continuava nos bastidores. Segue uma imagem vazada na qual Filipinho está curtindo SEM BLACK FACE nos bastidores. Por trás das câmeras ele é um fofo.

    • Henrique Matsuoka

      Pô é nói fí, o retardado é muito grande pra ser carregado sozinho. Vc faz em Sta ou Sbc?

      • San Andreas since 2014. Tiver alguma dúvida dá um toque que ajudo na medida do possível o/

    • DrunkCharmander

      E nóis nas P2 fi. Se pá cola. 14 tbm.

  • Edson Oliveira

    Se houvesse um filme com gostosas e tartarugas… https://i.ytimg.com/vi/J9Lu2LieQTA/maxresdefault.jpg

  • Emerson Bernardo

    Gostei mt do filme, mas ñ o interpretei como um filme pautado na “realidade” pela mente e olhos das pessoas da época, e sim como um drama de “fantasia”, no passado e no filme as pessoas perpetuavam histórias sobre bruxas, mas em ambos essas histórias eram vistas como folclore (a própria Thomasin brinca com isso), com a diferença q no passado usavam isso como desculpa para perseguir punir e até msmo matar ou apenas descriminar pessoas, no filme bruxas ñ só existem como são acompanhadas d perto pelo demônio, o filme me passou a sensação d querer apenas brincar sobre o qnt tudo aquilo poderia ser apenas um surto d histeria coletiva, ou um drama ocasionado por algo sobrenatural, até aceitaria melhor essa visão se o filme terminasse com a Thomasin dormindo, mas o q acontece depois é a confirmação do quão “fantástica” foi tda trama, dando na minha opinião aquela sensação d depois d confirmado o fim, assim como em Sexto Sentido, atenuar, acentuar ou mudar sua percepção da história, com a diferença q A Bruxa, para mim pelo menos, tem mt mais a oferecer do q apenas um plot twist, nada contra Sexto Sentido rsrs.

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  • Richelly Italo

    Ae, massa.

  • Richelly Italo

    Grande “Betão”.

  • O_Puto
  • Justamente por todos os fatos citados pelo João que eu gostei do filme.
    É uma coisa tão banal, tão comum, tão “lenda” e mesmo assim nunca ninguém havia conseguido demonstrar da forma em que o diretor transpareceu nesse filme.

    É muito FODA ouvir as argumentações do João.

    Ótimo cast.

  • Não me parece que “A Bruxa” seja um filme de terror, nem de suspense. Longe disto! Me parece mais um filme que corre o mesmo trilho de “Desmundo”. Um filme sobre a história das mentalidades ou mesmo uma tentativa de simular o olhar dos puritanos da época sobre o mundo. Uma simulação acima de tudo! O filme parece um excelente transporte do livre “Feitiçaria Moderna na Europa” da Profa. Laura de Mello e Souza (UFRJ)

  • facebook.com https://www .facebook.com/groups/oquevoceestaassistindo/permalink/1047398068665654/
    “A Bruxa” não é um filme de terror
    .
    “A Bruxa” é um filme sobre o qual se pode colocar diversos filtros e obter leituras muito
    diferentes. A meu ver não é uma película de terror (mas pode ser). É uma fábula
    fundamentada na história das mentalidades e do cotidiano, com foco na experiência
    mística (imaginada ou não, concreta ou não) das famílias puritanas que emigraram para
    um mundo alienígena (a América do Norte) em pleno século XVII. Mas também é uma
    estória sobre muitas outras histórias: da sexualidade, da misoginia, da violência familiar ,
    da ignorância, dos afetos, das relações familiares, do delírio, da esquizofrenia (talvez),
    etc. As chaves para cada uma destas camadas residem em gestos muito sutis, muito
    fugazmente sugeridos, que demandam atenção e às vezes um pouco de imaginário
    previamente construído para serem percebidas.
    .
    Agora, um problema real que está acontecendo nas salas de exibição é que o filme está
    sendo vendido como terror . Audiências afoitas pelos filminhos “fast susto”,
    desacostumadas a filmes um pouco mais elaborados, atrapalham profundamente a
    experiência de quem vai ASSISTIR o filme. Falam alto, vociferam, gritam, gargalham,
    jogam pipoca e ainda saem xingando aquilo que não foram capazes de perceber ou
    compreender (sim, pensei coisas terríveis sobre os barulhentos). Mas não creio que
    sejam os verdadeiros culpados. Foram atrás do que lhes foi vendido, um parque de
    diversões audiovisuais. Quando encontram cinema-de-verdade, se revoltam. A campanha
    publicitária deveria ter sido mais honesta!
    .
    Por coincidência há algum tempo li um livro mui fininho e mui excelente da Profa. Laura
    de Mello e Souza (UFRJ), historiadora, que em um breve trecho traduz muito bem o
    espírito da época e descreve muito bem a essência do filme (spoiler que não é spoiler):
    .
    “(…) D~s e o Diabo eram completamente onipresentes e se justificavam mutuamente (…).
    O Diabo era assim elemento complementar e indispensável à certeza de D~s. “Não pode
    haver D~s sem o Diabo”, repetiam à exaustão os demonólogos e teólogos do final da
    Idade Média e início da Época Moderna. A crença no Príncipe das T revas – O Diabo – era
    bem melhor partilhada do que o bom senso cartesiano: reis e rainhas como Henrique IV e
    sua sogra, Catarina de Médicis, papas como Bonifácio VIII, burgueses revolucionários,
    como Cromwell, economistas e filósofos, como Jeans Bodin, demonólogos, como Martin
    del Rio e Pierre de Lancre, camponeses, artesãos, marinheiros anônimos, enfim, os mais
    diversos segmentos da sociedade abraçavam-na. Martinho Lutero, o reformador , tinha a
    convicção que o Demônio se deitava regularmente entre ele e sua mulher . O historiador
    inglês Hugh T revor-Roper afirma que a crença em bruxas era indissociaável da filosofia
    da época.
    .
    Os sentimentos de então também eram outros. Por um lado, a vida dura, a maior
    sujeição às intempéries da natureza, a iminência de crises de fome, o desconhecimento
    de explicações científicas para a origem de doenças e epidemias diluíam as fronteiras
    entre o mundo natural e o sobrenatural. Por outro, trabalhavam no sentido de moldar uma
    sensibilidade específica que, aos nossos olhos, pode parecer empedernida. O sofrimento
    era, às vezes, vivido com maior afastamento: documentos da região do ducado de
    Luxemburgo tratam cruamente de multas infligidas a pais que se descuidaram e tiveram
    os filhos devorados por porcos (…) [havia] um sentimento acerca da infância muito
    diverso do que se tem hoje. Assim, no século XVIII uma vizinha consolava uma
    consolava a parturiente às voltas com dores atrozes e que já tinha cinco ‘pequenos
    canalhas’ dizendo ‘antes que atinjam a idade para te dar muito trabalho, terás perdido a
    metade deles ou talvez todos!’ (…) a grande incidência do infanticídio encontrou forma
    privilegiada de expressão no conto popular: o Pequeno Polegar e seus irmãos ,
    abandonados pelo pai, paupérrimo, tendo que prover a própria subsistência (…) João e
    Maria, largados na floresta pelo pai, pobre lenhador incapaz de sustentá-los” (Laura de
    Mello e Souza, 1987)
    .
    FONTE:
    MELLO E SOUZA, Laura. A Feitiçaria na Europa Moderna. São Paulo: Ática, 1987. pp 8-9

  • “A Bruxa” não é um filme de terror
    .
    “A Bruxa” é um filme sobre o qual se pode colocar diversos filtros e obter leituras muito
    diferentes. A meu ver não é uma película de terror (mas pode ser). É uma fábula
    fundamentada na história das mentalidades e do cotidiano, com foco na experiência
    mística (imaginada ou não, concreta ou não) das famílias puritanas que emigraram para
    um mundo alienígena (a América do Norte) em pleno século XVII. Mas também é uma
    estória sobre muitas outras histórias: da sexualidade, da misoginia, da violência familiar ,
    da ignorância, dos afetos, das relações familiares, do delírio, da esquizofrenia (talvez),
    etc. As chaves para cada uma destas camadas residem em gestos muito sutis, muito
    fugazmente sugeridos, que demandam atenção e às vezes um pouco de imaginário
    previamente construído para serem percebidas.
    .
    Agora, um problema real que está acontecendo nas salas de exibição é que o filme está
    sendo vendido como terror . Audiências afoitas pelos filminhos “fast susto”,
    desacostumadas a filmes um pouco mais elaborados, atrapalham profundamente a
    experiência de quem vai ASSISTIR o filme. Falam alto, vociferam, gritam, gargalham,
    jogam pipoca e ainda saem xingando aquilo que não foram capazes de perceber ou
    compreender (sim, pensei coisas terríveis sobre os barulhentos). Mas não creio que
    sejam os verdadeiros culpados. Foram atrás do que lhes foi vendido, um parque de
    diversões audiovisuais. Quando encontram cinema-de-verdade, se revoltam. A campanha
    publicitária deveria ter sido mais honesta!
    .
    Por coincidência há algum tempo li um livro mui fininho e mui excelente da Profa. Laura
    de Mello e Souza (UFRJ), historiadora, que em um breve trecho traduz muito bem o
    espírito da época e descreve muito bem a essência do filme (spoiler que não é spoiler):
    .
    “(…) D~s e o Diabo eram completamente onipresentes e se justificavam mutuamente (…).
    O Diabo era assim elemento complementar e indispensável à certeza de D~s. “Não pode
    haver D~s sem o Diabo”, repetiam à exaustão os demonólogos e teólogos do final da
    Idade Média e início da Época Moderna. A crença no Príncipe das T revas – O Diabo – era
    bem melhor partilhada do que o bom senso cartesiano: reis e rainhas como Henrique IV e
    sua sogra, Catarina de Médicis, papas como Bonifácio VIII, burgueses revolucionários,
    como Cromwell, economistas e filósofos, como Jeans Bodin, demonólogos, como Martin
    del Rio e Pierre de Lancre, camponeses, artesãos, marinheiros anônimos, enfim, os mais
    diversos segmentos da sociedade abraçavam-na. Martinho Lutero, o reformador , tinha a
    convicção que o Demônio se deitava regularmente entre ele e sua mulher . O historiador
    inglês Hugh T revor-Roper afirma que a crença em bruxas era indissociaável da filosofia
    da época.
    .
    Os sentimentos de então também eram outros. Por um lado, a vida dura, a maior
    sujeição às intempéries da natureza, a iminência de crises de fome, o desconhecimento
    de explicações científicas para a origem de doenças e epidemias diluíam as fronteiras
    entre o mundo natural e o sobrenatural. Por outro, trabalhavam no sentido de moldar uma
    sensibilidade específica que, aos nossos olhos, pode parecer empedernida. O sofrimento
    era, às vezes, vivido com maior afastamento: documentos da região do ducado de
    Luxemburgo tratam cruamente de multas infligidas a pais que se descuidaram e tiveram
    os filhos devorados por porcos (…) [havia] um sentimento acerca da infância muito
    diverso do que se tem hoje. Assim, no século XVIII uma vizinha consolava uma
    consolava a parturiente às voltas com dores atrozes e que já tinha cinco ‘pequenos
    canalhas’ dizendo ‘antes que atinjam a idade para te dar muito trabalho, terás perdido a
    metade deles ou talvez todos!’ (…) a grande incidência do infanticídio encontrou forma
    privilegiada de expressão no conto popular: o Pequeno Polegar e seus irmãos ,
    abandonados pelo pai, paupérrimo, tendo que prover a própria subsistência (…) João e
    Maria, largados na floresta pelo pai, pobre lenhador incapaz de sustentá-los” (Laura de
    Mello e Souza, 1987)
    .
    FONTE:
    MELLO E SOUZA, Laura. A Feitiçaria na Europa Moderna. São Paulo: Ática, 1987. pp 8-9

  • DrunkCharmander

    “A atração injustificada dessas crianças pelo mal…” Mas resumiu os comentaristas de youtube numa linha.

    Cara nem terminei de ouvir e apesar deu ter gostado do filme, que baita podcast heim? Essa análise enriquece muito. Pena que não é em barras de ouro que valem mais que dinheiro.

    E eu quando ouvi a musica sabia que tinha caroço, o João só bateu o carimbo…

  • Taisa Brenda

    Considerando que o filme tomou a existência do mal como real, significa que o demônio é um personagem ativo na disvirtualização da familia. Eles não lidam apenas com seus pecados inatos, há tbm investidas constantes do ‘mal’ tornando-os mais suscetiveis a cair em tentações, o q justificaria a fala de João. Isso não acontecia com os puritanos do sec XVII, se considerarmos q o demônio não existe. No filme o demônio ainda esta personificado, uma entidade física, é muito poder. kkk

  • Taisa Brenda

    Considerando que o filme tomou a existência do mal como real, significa que o demônio é um personagem ativo na desvirtualização da familia. Eles não lidam apenas com seus pecados inatos, há tbm investidas constantes do ‘mal’ tornando-os mais suscetíveis a cair em tentações, o q justificaria a fala de João. Isso não acontecia com os puritanos do sec XVII, se considerarmos q o demônio não existe. No filme o demônio ainda esta personificado, uma entidade física, é muito poder. kkk