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Morre B.B. King, lenda do blues americano, aos 89 anos

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Riley Ben King, mais conhecido como B.B. King, morreu na noite desta quinta-feira (14), em sua casa em Las Vegas, nos Estados Unidos, aos 89 anos, de acordo com o site da revista “Variety”. O guitarrista esteve hospitalizado durante a semana passada por desidratação e complicações por sua diabetes tipo dois.  A informação da morte do músico foi confirmada pela filha Patty King.

Ele estava com uma turnê marcada para começar o ano passado, mas –por causa da doença– teve de desmarcar os shows. Durante um show em Chicago, passou mal no palco por uma desidratação e esgotado. Ainda faltavam oito apresentações para terminar a temporada.

O astro passou vários dias internado no início de abril em virtude de uma desidratação causada pela diabetes. No dia 30, o guitarrista chegou a dar entrada em um hospital em Las Vegas por conta de um pequeno ataque cardíaco. No dia seguinte, ele deixou o centro médico e seguiu com o tratamento em casa. “Estou com cuidados médicos em minha residência em Las Vegas. Obrigado a todos vocês pela torcida e orações”, declarou em seu site recentemente.

King era membro do Hall da Fama do Rock and Roll do blues e do rock e é considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos (em 2003 foi classificado como o número três de todos os tempos pela revista “Rolling Stone”, atrás apenas de Jimi Hendrix e Duane Allman). Com mais de 50 álbuns e milhões de discos vendidos em todo o mundo, o músico ficou conhecido por sucessos como “Three O’Clock Blues”, dos anos 1950, “The Thrill Is Gone”, de 1970, e “When Love Comes to Town”, que gravou em 1989 com os irlandeses do U2. Além disso, influenciou muitos guitarristas, incluindo Eric Clapton.

Trajetória


King nasceu em uma fazenda de algodão em setembro de 1925, no Mississipi, nos Estados Unidos. Foi criado pela avó e comprou um violão para animar as noites de sua casa que não tinha energia elétrica. Autodidata, iniciou sua carreira na música quando conseguiu se apresentar no programa de rádio do lendário Sonny Boy Williamson, em 1948. Logo depois passou a ter um quadro de dez minutos dentro da programação da emissora.

O apelido B.B. seria uma sigla de “Blues Boy” (garoto do Blues), enquanto seu sobrenome “King” significa Rei, pseudônimo que ele usava em seu programa de rádio.

Em 1952, estourou nacionalmente com seu sucesso “Three O’Clock Blues”. A partir daí, o guitarrista emendou um hit atrás do outro e passou a ser o maior astro do blues. Em 1969, conseguiu mais visibilidade ao ser convidado pelos Rolling Stones para abrir os show da turnê que a banda inglesa fez pelos Estados Unidos.

Apesar dos problemas de saúde, King vinha se apresentando regularmente, mesmo tocando sentando o tempo todo. Debilitado, fez mais de 100 shows no ano passado, sendo cinco deles no Brasil.

Uma de suas marcas, o rei tinha o costume de chamar suas guitarras de “Lucille”. O apelido carinhoso deu-se quando King foi capaz de enfrentar um incêndio em um show para salvar uma de suas guitarras. O fogo começou depois de uma briga entre dois homens do público por causa de uma mulher que se chamava Lucille. A marca de instrumentos Gibson fez uma linha exclusiva de guitarras com o mesmo nome para ele. O Papa João Paulo II chegou a ganhar um exemplar das mãos do músico.

Era conhecido por usar poucas notas em suas canções.

Ao longo da carreira ganhou 15 Grammys, sendo o último em 2008 pelo álbum “One Kind Favor”. De acordo com o site da premiação, ele é o quarto músico que mais ganhou o troféu.

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  • rodrigo

    olha gosto muito dele, mas a uns dez anos já fedia a cola de alma, e meio que era empurrado para fazer turne, vá em paz grande Mestre, agora só falta o Beck, Clapton e o Page para perdemos os fodas do blues rock